13 anos após tentativa de homicídio, acusados de tentar matar ex-prefeito de Cocal vão a júri popular

 Após 13 anos da tentativa de homicídio registrada no município de Cocal, caso que à época repercutiu em todo o Piauí, os acusados pelo crime serão julgados em sessão do Tribunal do Júri, que acontece nesta quinta-feira (09/04), às 9h, na 1ª Vara Criminal da Comarca de Parnaíba, no Norte do estado.


O crime teve como vítima o então líder sindical Raimundo Nonato Fontenele Cardoso (Nonatinho do Sindicato), que atualmente é ex-prefeito de Cocal. No banco dos réus está, como principal acusado, o ex-presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Cocal, José Maria Siqueira, conhecido como “Zé Tijoba”, apontado pelo Ministério Público como mandante do atentado ocorrido em 21 de janeiro de 2013. A sessão do Tribunal do Júri leva os acusados ao banco dos réus após mais de uma década do crime.


RELEMBRE O CASO

Segundo consta na denúncia do Ministério Público, o crime ocorreu na manhã do dia 21 de janeiro de 2013, por volta das 7h, quando Nonatinho saiu de sua residência, na localidade Biridibinha, zona rural de Cocal, com destino à sede do município, conduzindo uma motocicleta Honda Pop 100, de cor vermelha.


Durante o trajeto, nas proximidades do povoado Vidéu, a vítima foi surpreendida por dois homens que estavam em uma caminhonete D-20, cor vinho, parada no acostamento com o capô levantado, simulando uma pane mecânica. De acordo com a denúncia, tratava-se de uma emboscada.


Ainda conforme os autos, um dos homens ordenou que Nonatinho entregasse a motocicleta e corresse em direção ao mato. Ao obedecer à ordem, ele foi alvejado com um disparo de arma de fogo nas costas. O tiro, no entanto, atingiu a mochila que a vítima carregava, onde havia um notebook e documentos, o que acabou evitando uma tragédia maior.


Na época, Nonatinho disputava a presidência do Sindicato dos Trabalhadores Rurais em oposição a Zé Tijoba, que ocupava o cargo. Diante disso, as investigações passaram a apontar como principal linha a motivação político-sindical, já que, segundo a apuração, outras pessoas passaram pelo local e não foram abordadas pelos criminosos.


O Ministério Público denunciou Zé Tijoba como mandante do atentado, sustentando, de acordo com as investigações, que ele teria contratado, pelo valor de R$ 5 mil, Domingos Gonçalves Pereira, o “Domingo Vein”, além de um segundo comparsa não identificado, para executar o crime e eliminar o adversário na disputa sindical.


Zé Tijoba chegou a ser preso no dia 25 de agosto de 2016, cerca de três anos e sete meses após o atentado, em cumprimento a mandado de prisão expedido pela Justiça. Porém, foi solto pouco tempo depois. O outro acusado também chegou a ser preso à época do crime.


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